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Avião de Alckmin apresenta 'falha' em mangueira e vice-presidente aguarda substituição da aeronave na Colômbia


Alckmin com a presidente do México, Claudia Sheinbaum

Jessica Ramírez / Presidencia do México

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) informou nesta sexta-feira (29) que a aeronave na qual o titular da pasta e vice-presidente, Geraldo Alckmin, utilizava para retornar ao país depois da viagem ao México apresentou "falha" em uma de suas mangueiras semi-hidráulicas durante sua parada em Cali, na Colômbia.

Por conta disso, o governo informou que a Força Aérea Brasileira (FAB), "como medida de cautela", recomendou que Alckmin estendesse sua parada na Colômbia até que outra aeronave fosse deslocada ao locar para trazê-lo de volta a Brasília.

O pouso na capital federal, informou o MDIC, está previsto para cerca de 21h desta sexta. "Todos estão bem e em segurança", acrescentou.

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A comitiva de Alckmin na viagem ao México contou com a presença de outras autoridades. Estiveram presentes o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro; a ministra do Planejamento, Simone Tebet; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

Também participam os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; da Conab, Edegar Pretto; da Anvisa, Leandro Safatle; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; além de empresários e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Questionado pelo g1, o Ministério do Desenvolvimento informou somente que os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também estavam no voo.

Missão comercial

O objetivo da viagem foi ampliar as relações comerciais entre os dois países e buscar alternativas para os produtos brasileiros, sobretaxados com o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Após a missão comercial, o governo brasileiro informou que o Brasil e México vão se debruçar, nos próximos 12 meses, sobre a proposta de ampliação dos acordos vigentes de comércio exterior e investimentos recíprocos.

“Foi um trabalho bastante amplo e bastante proveitoso. Vou levar ao presidente Lula uma boa notícia de que o Brasil e o México estão mais próximos em benefício das nossas populações e como motor do desenvolvimento da América Latina”, afirmou Alckmin, nesta quinta-feira (28).

Atualmente, segundo lembrou o MDIC, o comércio entre Brasil e México é regulado por dois Acordos de Complementação Econômica (ACE): o ACE-55,que abrange produtos automotivos, e o ACE-53, que estabelece redução ou eliminação de tarifas de importação de aproximadamente 800 linhas tarifárias de produtos não automotivos.

“O que nós estamos trabalhando com o México é atualizar, ampliar os acordos de comércio exterior e investimento. Eles têm mais de 20 anos. No caso do ACE-53, ele cobre praticamente 12% do fluxo do comércio bilateral. Uma cobertura pequena. Foi feito um entendimento para discutir a ampliação”, explicou Alckmin, nesta quinta.

Veja a íntegra da nota do MDIC sobre a falha no voo de volta do vice-presidente Alckmin

"A aeronave que conduzia o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e comitiva apresentou falhas em um de suas mangueiras semi-hidráulicas durante sua parada em Cali, na Colômbia, após pouso programado para reabastecimento. Embora a aeronave apresentasse condições de seguir em direção ao Brasil, a Força Aérea, como medida de cautela, recomendou que o vice-presidente estendesse sua parada até que outra aeronave fosse deslocada do Brasil para completar a missão. Uma nova aeronave decolou da Base Aérea de Brasília às 10h para buscá-los. O pouso em Brasília está previsto para cerca de 21h. Todos estão bem e em segurança".

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